Resenha da Cicloviagem Recife/Barra de Jangada – Tamandaré/Ilha do Coqueiro Solitário



Total do percurso: 131,5km
Aspecto do pedal: trilhas em estradas de barro, asfalto e praias.
Travessias de rios: 1) Rio Serinhaém (praia de Toquinho/Pontal de Serrambi – Barra de Serinhaém); 2) Rio Formoso (praia de Guadalupe – praia dos Carneiros)
Custo aproximado por indivíduo: 115,00 (3 diárias na pousada PortoBello/Tamandaré); 15,00 (3 +12) de balsa nas travessias; 10,00 almoço em Ipojuca, 10,00 (abastecimento de água em Ipojuca, Serrambi e na torneira (de graça) do viaduto em construção das obras da Refinaria Abreu e Lima em Suape). Total = 150,00. O custo de combustível com o translado (Elmo/Cleydson e Natércio/Geniele) não foram cobrados, ficou como cortesia para o grupo blashbikers.

04/09/2010 – primeiro dia.

O planejamento original do pedal era fazermos o trajeto de Barra de Jangada(Recife) até o Pontal de Boqueirão (Japaratinga/AL), em um percurso de 148 km. Entretanto, fomos até a Ilha do Coqueiro Solitário, distante 14km da pousada Porto Belo em Tamandaré, onde nos hospedamos, totalizando um percurso de 131,5km. Vamos ao relato.
Os blashs campinenses chegaram sexta (03/09), na calada da noite, ao Aconchego para jantar e em seguida um briefing sobre a nossa cicloaventura, que se iniciaria no dia seguinte logo cedinho. Foi um jantar em família, como é a tradição dos blashbikers, com os bikers Adilson, Fernando, Natércio, Thiago e suas respectivas famílias. Helda não nos acompanhou neste pedal, dando preferência seguir com Geniele e Patricia no apoio familiar em Tamandaré.
Sábado logo cedinho, às 5:00, chegam o grupo de blashs, que pernoitaram na casa do outro blash Pedro em Aldeia, para um café rápido no Aconchego. Os Blashsbikers partiram por volta das 5:40 em dois carros de apoio, conduzidos por Geniele e Cleydson, em direção ao distrito de Pontezinha, pela BR 101 Sul; bifurcando para a estrada de Curcurana que nos levou com rapidez ao ponto de partida na Barra de Jangada. Após a montagem das bikes e ajustes finais, partimos em direção a ponte nova da praia do Paiva em torno de 7:30. Pedalamos por uma ciclovia novíssima com uma distância de aproximadamente 5km, construída em um convênio de parceria pública privada com o estado de Pernambuco e os grupos Brennand e Odebrecht. Depois da ciclovia, viramos a esquerda em direção ao hotel Trópicos, onde fizemos uma parada rápida na beira mar da praia do Paiva, para tirarmos fotos de placas de avisos que mostra área proibida para banho devido aos ataques constantes de tubarões. Pedalamos algo em torno de 600m pela areia da praia parando mais uma vez na praia de Itapuama, bem em frente ao Bar do Oião. Ponto de parada obrigatória para quem faz caminhadas e pedaladas pelas praias de Pernambuco, pois servem deliciosos ensopados de caranguejo, ostras e aratús, entre outras iguarias do mar, a preços ótimos. Porém, passamos muito cedo (~8:20) e o Oião estava dormindo. Saímos da praia pelo Bar do Oião, pegando o estradão de terra que liga Itapuama à PE-60, para entrar na bifurcação da trilha de Jurissaca, já que a entrada da trilha dos holandeses estava fechado por um grande portão. A trilha de Jurissaca se encontra mais adiante com a trilha dos holandeses e tornando-se uma só. Esse trecho de terra foi um dos mais desgastantes e penosos para os blashs, pois enfrentamos aproximadamente 15 km de pura lama, que nos levou a acionar o modo tartaruga com constância. Tínhamos a intenção de pegarmos uma bifurção à esquerda no meio da trilha de Jurissaca, mas encontramos com um caminhante (palmeirense) local que nos informou que esse trecho estava bastante alagado e era melhor seguir até o fim na trilha Jurissaca/Holandesa e bifurcar à esquerda na estrada de pedra que finda na trilha que margeia a linha férrea. Essa era a nossa meta na travessia da mata do Zumbi. Ao chegarmos na estrada de pedra, construída pelos holandeses, o pedal se tornou mais agradável e mais rápido. Paramos no Engenho Boa Vista, para tirarmos fotos do casarão construído em 1819. Continuamos pela estrada de pedra até pegarmos uma bifurcação à direita em uma encruzilhada, para novamente pegarmos a esquerda na estrada da linha férrea. Cruzamos com a PE-60 e encontramos a barraca de Dona Severina, figura muita simpática que nos serviu um delicioso lanche a base de frutas tropicais (bananas e laranjas). Enfrentamos muita lama e estávamos um pouco fadigados. Um ponto interessante desta trilha foi o registro fotográfico que Adilson fazia e enviava em tempo real para o e-mail do grupoblashbikes. Os blashs Eymard e Rodrigo estavam nos acompanhando online e comentavam as fotos, curtindo também a nossa aventura. Estávamos nos sentindo verdadeiros Amir Klinks em suas aventuras náuticas.
Depois do lanche da Dona Severina, seguimos pela PE-28 (no sentido de Gaibú) pedalando uns 500m e entramos em uma bifurcação à direita na estrada asfaltada que leva ao anel viário do porto de Suape, passando pelas obras da refinaria Abreu e Lima. Mas, para nossa surpresa, logo no início desta estrada fomos parados por uma barreira policial que faz a segurança desta área, que nos impediu de continuar o nosso pedal por essa via. Retornamos e pegamos uma bifurcação à esquerda em uma trilha de terra, bem perto do posto policial, que nos levou de volta a estrada da linha férrea. Essa estrada segue paralela a estrada asfaltada e pedalamos até cruzarmos novamente por esse asfalto em um viaduto. O segurança do posto nos disse que nessa altura da estrada a gente poderia entrar que não haveria problemas. Foi então o que fizemos. Só que ao tentar pegar uma trilha para subirmos e alcançarmos o viaduto em cima, fizemos uma má escolha e andamos por uma área de terraplanagem (lama aparentemente dura), pois no lugar está sendo construído outro viaduto, e ficamos literalmente atolados na lama. Por sorte tinha uma torneira próxima e pudemos lavar as bikes, mas perdemos preciosos minutos na limpeza das seis bikes, algo em torno de uma hora. Passamos por debaixo do viaduto e pegamos uma bifurcação à esquerda subindo em uma a trilha que nos levou a parte de cima do viaduto. Após esse obstáculo seguimos em um asfalto novo, acelerando o pedal. Passamos pelo anel viário que liga a PE-60 ao Porto de Suape, em direção ao Engenho Mercê. Local bem movimentado com caminhões passando para um lado e para outro, e alguns restaurantes simples improvisados pelo pessoal local para servir aos trabalhadores do canteiro de obra da refinaria. Lá ficamos sabendo que um pontilhão que deveríamos pegar próximo dali foi arrastado pela enchente recente que assolou aquela área em meados de julho, causando enormes prejuízos em várias cidades da zona sul de Pernambuco. Rumamos então por outro caminho que nos levou até o engenho Guerra, que então bifurcamos para esquerda em direção a Usina Salgado. Por esse caminho reduziríamos uma boa distância em nosso percurso rumo a Porto de Galinhas. Só que, para o nosso azar, aconteceu exatamente o que não queríamos, a ponta do rio Ipojuca, localizada a ~200 metros da Usina Salgado, tinha caído. Estávamos bem próximo da PE-38, bem pertinho do distrito de Nossa Senhora do Ó, local onde iríamos almoçar. Tinha prometido ao grupo que iríamos comer um enorme galeto com tudo que tem direito, para dar animação a turma. O trecho do engenho Guerra até a ponte caída ainda estava bastante alagado, e dois carros que cruzou conosco na bifurcação do engenho Guerra seguiram o mesmo destino que o nosso. Em um dos carros iam duas garotas que parava o veículo a cada grande poça d’água, com receio do carro não conseguir atravessá-la. Pedalamos por alguns momentos juntos dos carros, mantendo uma certa conversação. Uma das garotas falou que estava tranqüila, pois se atolasse o carro tinham bastantes homens para ajudá-las. Os homens que elas se referiam era a gente. Vê se pode! Só que estávamos cansados e não queríamos perder tempo com aquilo. Quando a gente menos espera Natércio se desequilibra e cai completamente em uma grande poça d’água, e 5 segundos depois Caio faz a mesma coisa em outra poça mais na frente. Adilson não hesitou e mandou ver os clicks em seu BlackBerry. Amargada a frustração da ponte caída, voltamos para pegar a PE-60 na altura de Ipojuca. Nosso erro aqui foi não ter perguntado aos moradores do engenho Guerra sobre o estado da ponte.
Devido ao avançar da hora, resolvemos almoçar no primeiro bar de beira de estrada em Ipojuca. Uma comidinha simples que deu para matar a nossa fome. Pegamos a PE-60 novamente em direção a entrada de Porto de Galinhas em um trânsito infernal, devido ao feriadão. Pedalamos algo em torno de 1,5km e pegamos a bifurcação à esquerda, PE-38, direto para Porto. Uma estrada boa com acostamento e bem segura para ciclistas. Depois de Nossa Senhora do Ó, cruzamos o anel viário para Porto de Galinha e aceleramos o pedal, pois temíamos perder o barco da travessia do pontal de Serrambi (praia de Toquinho) para Barra de Serinhaém. Nessa estrada estão fazendo uma ciclovia, e por um bom percurso pedalamos por essa via nova, que ainda tem alguns pedaços de asfalto por fazer. O trajeto muito bom e tranqüilo fez com que a turma iniciasse umas brincadeiras, saltando as ‘falhas’ da ciclovia como o pessoal de BMX faz no salto de obstáculo. Foi aí que surgiu a primeira avaria, Natércio estourou o pneu traseiro num desses saltos, e em seguida Caio notou que a bike estava com a jante bem amassada. Solução: Natércio trocou a câmara, bem rápido, e soltamos o freio traseiro da bike de Caio. Já estávamos em Porto e o pedal voltou ao normal. Enquanto Natércio trocava a câmara, eu e Fernando adiantamos alguns metros para tomar informações com algumas pessoas que estavam por perto, a respeito do horário de funcionamento do barco de Serinhaém, mas o pessoal não sabia muito sobre o assunto. Como já passava das 17:30 a expectativa era que iríamos perder o barco, mesmo assim revolvemos ir até o porto de Toquinho. Pegamos a direita, logo na entrada de Porto Galinha, em direção a Serrambi, e entramos no Loteamento Coqueiral, em um atalho que encurtava bastante o caminho. No fim do loteamento, entramos por um passadinho em uma trilha bem legal, em um escuro total. Ligamos as lanternas, e o pedal passou a ser noturno, com mais emoção. Nesse momento, dependíamos completamente do GPS para a nossa navegação. E ele deu conta do recado. Saímos da trilha e pegamos o asfalto que nos levaria para Serrambi, bem próximo dali. Na entrada de Serrambi, paramos em um posto de gasolina, para descanso e nos abastecer de líquidos. Foi aí que tive a ideia de ligar para Edmilson, o ‘lancheiro’ que estava nos esperando para a travessia do rio Formoso (praia de Guadalupe - praia dos Carneiros), nosso destino final. Perguntei se ele conhecia algum barqueiro que operasse no rio Serinhaém, pois não chegaríamos a tempo de pegar o barco em horário comercial, devido ao nosso atraso. Ele entrou em contato com um amigo (Ênio) de Serinhaém, que desenrolou a nossa travessia com um barqueiro amigo (Davi). Foi uma alegria só, sabermos que estávamos com as duas travessias garantidas. Saindo de Serrambi, entramos em um estradão de barro em direção ao porto de Toquinho, que a propósito fica dentro de um condomínio de luxo. Chegamos no porto por volta das 19:00 e, para a nossa surpresa, tinha outro barco ancorado esperando por completar a sua lotação que se ofereceu para nos levar. Então ficamos sabendo que essa travessia funciona normalmente nos dias de semana no horário de 6:00 às 18:00, e nos fins de semana o horário é estendido até às 19:00, podendo ir até às 20:00. Liguei para Davi que nos disse que já estava chegando. Embarcamos e curtimos uma travessia tranqüila em um barco grande e rústico, com alguns moradores da Barra de Serinhaém que presta serviço ao condomínio. Foi interessante observar o contraste entre a riqueza e luxo, separados pelo rio, da pobreza e simplicidade da vila de Serinhaém.
Rumamos em busca do nosso próximo objetivo que era o Píer de Guadalupe. Um pedal tranqüilo e rápido em um asfalto sem carros, numa noite bem agradável. Chegamos no Píer por volta das 20:00 e lá estava o nosso barqueiro nos esperando, manteve a sua palavra que mesmo que nós chegássemos atrasados ele nos esperaria. Ficamos muito contentes por isso. O Píer de Guadalupe é um local belíssimo, todo iluminado que atrai casais de namorados para curtir noites românticas. Vimos um casal tomando vinho e dançando ao som do seu carro. Atravessamos todos de uma só leva o rio formoso para praia dos carneiros em um local chamado de ‘sítio da prainha’. Ancoramos em uma propriedade privada, cujo caseiro Quiminho nos deu permissão para atravessarmos a propriedade e pegar a estrada de barro que nos levaria ao nosso destino final, a pousada PortoBello. Já no estradão da praia dos carneiros, depois de enfrentarmos uma subidinha leve, chegamos na pousada às 20:40. Reinaldo estava nos esperando na esquina da pousada e nos felicitou pelo feito. Chegamos todos bem, sem demonstrar cansaço e fomos direto para os quartos tomar banho para logo depois sairmos em busca de uma pizzaria no centro de Tamandaré. Foram percorridos 105km nesse dia.
Eu e Natércio, no dia 6 bem cedinho, voltamos ao nosso local desembarque no sítio da prainha para fazermos o reconhecimento da área. Ficamos sabendo que quase toda a praia dos carneiros é propriedade privada. O local é belíssimo, tem um hotel bangalô e um restaurante. Então chamamos o pessoal para curtir o local e almoçarmos ali. Os carros só têm acesso se pagarem R$ 50,00 por um ticket que deverá ser gasto em consumo dentro do restaurante.

05/09/2010 – segundo dia.

Durante o jantar no dia anterior, decidimos abortar o trecho original que seria ir até o Pontal de Boqueirão em Japaratinga, distante 62km de Tamandaré, pois seria necessário o resgate do grupo pelo pessoal que estava curtindo Tamandaré. Então, resolvemos fazer um pedal de 50km, saindo da pousada em direção a Ilha do Coqueiro Solitário, seguindo pela praia do Porto, atravessando o rio Una e chegando em São José da Coroa Grande, onde pegaríamos uma longa trilha em direção à PE-60 margeando o rio Una, para voltarmos a entrar novamente em outra trilha que se inicia próximo à cidade de Barreiros. Essa trilha termina bem próximo da Ilha do Coqueiro Solitário, ou seja, faríamos uma trilha circular, não necessitando assim do uso do resgate.
Acordamos por volta das 6:00 horas, tomamos o café e saímos por volta das 7:40. Reinaldo, que não estava pedalando, tinha também dado a ideia de fazermos um churrasquinho no final da tarde, mas informamos que ele poderia iniciar os preparativos às 13:00, pois, com a mudança de planos, não ia ser demorado o nosso pedal. Cruzamos Tamandaré inteiro, pela via principal, e entramos em uma bifurcação à esquerda logo na saída da cidade, no início do asfalto. Uma trilha fantástica, toda rodeada de coqueiros, que nos levou direto para a praia do Coqueiro Solitário. Para a nossa surpresa, depois que cruzamos uma ponte de troncos de madeira, já próximo à praia, pegamos a direita em uma estrada que a poucos metros estava interrompida. Tamanha foi a nossa frustração, ao chegamos tão perto e não alcançarmos o objetivo principal do dia. Voltamos para bifurcação e tentamos entrar por uma porteira, que seria a entrada do Bar Mamucabinha. Conversamos com uma das garotas que veio nos receber e ela nos informou que deveríamos pagar algo em torno de R$ 20,00 para termos acesso ao Bar, para garantir um certo consumo. Achamos tudo isto uma maluquice, mas decidimos achar algum caminho que nos levasse a praia, pois toda a área é privada, com casas e condomínios que interrompem a passagem de qualquer pessoa ou veículo. Nossa impressão é que todas as praias afastadas do centro de Tamandaré, e as mais belas, são todas privadas, com acesso apenas por Bares que exigem um consumo nas suas dependências. Bem, a garota do Bar nos informou que tinha um outro caminho, bem próximo dali, que poderia ter acesso a praia. Então, seguimos a indicação dela e chegamos a praia. Para nós, era importante chegarmos a praia por uma via comum para fazermos a marcação da trilha com o GPS e postarmos na Internet para que outros aventureiros possam desfrutar daquela maravilha da natureza. Enfim, chegamos a praia e pedalamos um pouco em direção a Ilha do Coqueiro Solidário. Como a maré estava baixa o acesso à ilha foi fácil e curtimos bastante o local. Observamos que o coqueiro já estava sofrendo a ação de vandalismo, com algumas marcas nele. Conversamos com um pescador, o Perón, que parecia ser um guardião do coqueiro (http://www.youtube.com/watch?v=1wuCivLo4LA), já que ele estava na sombra dele consertando sua rede de pesca. Perón nos informou que os pescadores da região cuidavam do coqueiro, colocando areia na sua raiz, para dar maior sustentação a árvore, como também afugentavam os vândalos do local. Ficamos maravilhados com aquela pequena ilha, fizemos algumas fotos e filmagens e decidimos gastar o nosso tempo ali mesmo. Na volta, Adilson, Fernando e Thiago rumaram pela praia até o Bar Mamucabinha, onde combinamos tomar alguns ‘blashs’ antes de retornamos para a pousada. Enquanto isso, eu e Natércio resolvemos pegar a trilha original que dava acesso a Ilha do Coqueiro, para vermos se tinha alguma maneira de atravessarmos a barreira que interrompia o acesso. Ficamos felizes ao ver que tinha um passadinho onde bikes e motos poderiam atravessar sem grandes problemas. Fechamos assim toda a marcação do GPS com acesso a praia do Coqueiro Solitário. Encontramos com o resto da turma no Bar e curtimos bastante o local. Fizemos algumas entrevistas com as meninas do bar, Roberta e Cristina, que nos contou as histórias daquela região (http://www.youtube.com/watch?v=lVIriHBl6Fs). Voltamos pela mesma trilha que nos trouxe ali, num pedal rápido, pois o cheiro do churrasco de Reinando já estava chegando ali. Ele tinha nos informado (por celular), poucos minutos antes, que já estava acendendo o fogo. Chegamos na pousada por volta das 12:20, e fomos providenciar alguns itens que faltava para o churrasco. Percorremos 28km nesse dia e encerramos a nossa aventura ciclista. O resto do dia foi maravilhoso, com as nossas famílias curtindo o churrasco e conversando sobre a nossa aventura. 

Total da cicloaventura: 131,5km. 

Telefones úteis: 
Associação dos Jangadeiros de Tamandaré (Meluz) (81-36761984), Edmilson (lancheiro-rio Formoso) (81-88812331),Cleibson (81-88211790) (barco-Serinhaém), Pousada PortoBello (Alberto) 81-36761572.

Grupo BlashBikers
Bikers que participarem desse pedal: Adilson, Caio, Elmo, Fernando, Natércio e Thiago.

Apoio no transporte: Cleydson e Geniele.

Texto: Elmo

Filmagens de Adilson (BlackBerry):
http://www.youtube.com/watch?v=0vgL-B5xW4s  - Ciclovia em Barra de Jangada
http://www.youtube.com/watch?v=Zno87icDPFE  - O Palmeirense na Trilha dos Holandeses
http://www.youtube.com/watch?v=hk46mDv9Oao  - A barraca de Dona Severina
http://www.youtube.com/watch?v=d_tqPQ_TF_k  - Ilha do coqueiro Solitário

Filmagens de Elmo (Canon): YouTube/elmosilvano:
http://www.youtube.com/watch?v=G6yph2QJBKA   - 1  Aconcheco - os preparativos
http://www.youtube.com/watch?v=ngMo9RjtWtE    -  2  Barra de Jangada - a partida
http://www.youtube.com/watch?v=jJY2ODqXPJM    - 3  Pousada Porto Bello - o segundo dia
http://www.youtube.com/watch?v=mTG_cSBsHWw - 4  Ilha do Coqueiro Solitário (ou Isolado) - a maravilha da natureza
http://www.youtube.com/watch?v=1wuCivLo4LA      - 5  Ilha do Coqueiro Solitário - Peron o guardião
http://www.youtube.com/watch?v=lVIriHBl6Fs         - 6  Bar Mamucabinha - Cristina
http://www.youtube.com/watch?v=H70FOLAN6r8    - 7  Bar Mamucabinha - Roberta
http://www.youtube.com/watch?v=msCi-fuFv3k       - 8  O Churrasco - confraternização em família no final do pedal



Próxima aventura: Caminhos do Brejo (Bananeiras-Arará-Solânea/PB) – completar a via Roma com 47km em região montanhosa.
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II Pedal Gaisel-Valentina

Video 1



Vídeo 2

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Mais videos do Pedal Junino em Aldeia


http://www.youtube.com/watch?v=ONh5ibgHJV0








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Pedal Aldeia São João




Galera, o cara cheio de manguaça quase não me deixa passar...

Foi o máximo, só que ele cansou pois ele não é um BLASH ... kkkkk é Plus


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Relato do Pedal para Alagoa Grande - 03/06/2010

( Texto: Helda Suene)

Um pequeno grupo de Blash Bikers (Martim, Adilson, Fernando e Helda) se dispôs a fazer um pedal no feriado de Corpus Christi saindo de Campina Grande até Alagoa Grande. Combinanos de sair às 5h30, mas como sempre, houve um pequeno atraso e saímos de casa de Fernando e Helda por volta das 6h10. Graças a esse atraso Adilson pôde nos acompanhar, pois como sempre ele não chegou na hora marcada. Passamos num posto para calibrar os pneus das bikes o que nos tomou mais uns 20 minutos. Computando, a viagem começou mesmo às 6h30, sol já pleno na Rainha da Borborema.
Como Martim havia dito que seriam só 3 ladeiras eu comecei a contar da primeira ladeira, saída de Campina Grande em direção a Massaranduba. Essa foi grande e longa. "Menos uma, não é Martim? E ele, "ótimo vá contando assim que fica mais fácil". Gente, foram 3 vezes não sei quantas subidas. Apesar de muitas subidas até pouco depois de Matinhas, começaram as descidas. Radicais descidas, que mais pareciam down hill, estradão de terra com muita pedra. Vou contar a vocês que impressionantemente eu não senti cansaço ou dores musculares. O mesmo digo de Martim, que veio sentir dores só depois que chegou em Alagoa Grande. De minha parte o Red Bull e o gelzinho "levanta defunto" de Elminho me ajudou bastante.
Percorremos os 48 km em 4 horas e meia.
Percurso
Fomos pela estrada que vai para a cidade de Massaranduba, e pouco depois da Manzuá entramos à esquerda num estradão de terra que vai para Matinhas (terra das laranjas). Nossa primeira parada foi no sítio Jurema, onde nos deleitamos com o papo de Dona Maria. Continuamos mais um trecho até chegarmos à Comunidade Cachoeira, em que conversamos com seu José, que foi bastante animador ao dizer "falta muito ainda para chegar em Alagoa Grande". Nada que nos impedisse de continuar...Mais um pouco à frente encontramos com Seu Antônio montado em seu cavalo que nos disse que estávamos no caminho certo.
Mais uma parada num campo bem aberto de uma paisagem belíssima para tira umas fotos, dessa vez na casa de Dona "Fulozinha", que nos confirmou o caminho a seguir até o distrito Caiana dos Crioulos, antigo quilombo ainda ocupado por uma comunidade de negros, antecedentes de escravos. O lugar é bem habitado, com igreja, posto de saúde, salão de beleza e até um curral cercado, estilo antigo rancho de forró. Eu e Fernando até ensaiamos uns passinhos no arrasta pé. Sentiram não é, que foi um pedal bem animado e sem preocupação com hora de chegada, como deve ser.
Na entrada de Alagoa Grande, paramos para fotos numa igrejinha, onde um guri pegou a bike de Fernando para dar umas voltinhas. O menino saiu em disparada e só ouvimos Fernando dizer: "eita ele vai embora mesmo". Quase Fernando ficava sem sua magrela.kkkkkkkk Mas, o menino só queria experimentar a bike de um dos aventureiros que chegava com capacete e mochila nas costas montado numa bicicleta.
Dali, seguimos para a casa de Martim, o sol já bastante quente começando a minar minhas energias. Márcia, esposa de Martim, nos esperava com um saboso lanche a base de muita fruta, pães, queijos e sucos. Saciamos nossa fome e fomos dar um rolé pelos pontos turísticos da cidade: igreja matriz, Museu Jackson do Pandeiro, teatro, centro hitórico, e ficamos sabendo um pouco da cidade que tanto sofreu com o rompimento da barragem de Camará.
No final, fomos conhecer o engenho da Cachaça Volúpia, considerada pela revista Playboy a segunda melhor cachaça do Brasil. Fernando quase não sai da sala de degustação e Adilson também acompanhando. Fernando provou a de banana, menta, cajá, graviola e de cana de açúcar, e Adilson também entrou nessa. Martim, nos deu toda a cobertura em Alagoa Grande.
Agora eu vou contar o que complicou nossa situação. Fernando esqueceu de levar a bolsa com o dinheiro e tivemos o desconforto de esperar o ônibus para voltar para casa em Campina Grande até às 15h50, graças ao dinheiro que Adilson levou. Resumindo, depois de muito pinga pinga chegamos em casa por volta das 18h30. São, salvos, suados, fedorentos e cheios de poeira, mas satisfeitos e com muita história para contar.
É um pedal que vale a pena a turma toda fazer. Fica o convite.

Helda Suene
Obs 1.: Em breve Fernando vai colocar no you tube um pequeno filme que fiz com minha máquina digital na igrejinha da comunidade Caiana dos Crioulos, para testar o funcionamento da câmera. Adilson fez outros filmes do BB dele e vai disponibilizar para o grupo.
Obs 2.: Alguns nomes são fictícios pois não lembrei. Ficou tudo gravado no BB de Adilson.

"Vamos pedalar!"

Veja os vídeos e fotos:

VIDEOS:

Inicio da Trilha após a saída de campina:
http://www.youtube.com/watch?v=YL_nnI05hr8

Sítio Chão do Basso (acho que é esse o nome), em Matinhas:
http://www.youtube.com/watch?v=OzxWdgpBllE

Comunidade Caiana dos Crioulos - Alagoa Grande
http://www.youtube.com/watch?v=tFihHCh_58w

Entrada de Alagoa Grande - Fernando aflito após emprestar sua bike
http://www.youtube.com/watch?v=DOKMwc9uVt0


FOTOS:
http://picasaweb.google.com.br/adilson.computacao/BlashBikers1CicloviagemDeCampinaGrandeAAlagoaGrande#


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Pedalando pelos Caminhos de Padre Ibiapina

(Texto publicado no Paraiba Online por  Helda Suene)

Neste sábado da Semana Santa um grupo de ciclistas resolveu encarar um desafio...percorrer de bicicleta a peregrinação de Padre Ibiapina pelo Brejo paraibano, normalmente feita por andarilhos. O caminho escolhido pelo grupo de ciclistas para iniciar a peregrinação foi o que leva ao Cruzeiro de Roma, denominado Via Roma. Os Caminhos do Pe Ibiapina, para quem não sabe, trata-se de um roteiro turístico/religioso que foi criado nos moldes do caminho de Santiago de Compostela (Espanha) e do Caminho da Fé, em São Paulo.

Nos Caminhos de Pe Ibiapina o peregrino tem quatro percursos a escolher: o Via Roma (56,2km) que tem como principal atrativo o Cruzeiro de Roma (Bananeiras), o Via Samambaia (Bananeiras), que passa pelo túnel samambaia (55,1km), o Via Cruzeiro do Espinho (47,4km), que tem como principal atrativo o Cruzeiro do Espinho localizado em Pilões, e o Via das Artes (90km), que tem como principal atração o Memorial Pedro Américo, na cidade de Areia.

Antes de iniciar o relato da pedalada gostaria de declarar nosso repúdio à falta de zelo e empenho dos órgãos públicos dos municípios envolvidos no projeto pelo abandono evidente dos Caminhos de Pe Ibiapina. Os marcos históricos (pilares de concreto que indicam os caminhos percorridos pelo missionário) estão sendo depredados, quebrados e derrubados pela ação do homem. Uma pena que não haja incentivos dos governantes em preservar a história. Com uma boa estrutura e divulgação os Caminhos de Pe Ibiapina têm tudo para atrair turistas peregrinos de todo o mundo e gerar riquezas para a economia local. Trata-se de um projeto muito bem estruturado pelo Sebrae e pela Diocese de Guarabira, mas que não tem tido o respaldo e continuidade dos governantes.

A aventura

Fui a única mulher a participar da aventura, num grupo de 11 ciclistas de Recife, João Pessoa, Campina Grande e Alagoa Grande. Não sabíamos muito bem o que íamos encontrar pelo caminho. Mas, estávamos dispostos a fazer a peregrinação de Pe Ibiapina... de bicicleta. Gente, a coisa foi bem mais difícil do que simplesmente pedalar sob o sol forte, no barro, na mata e etc. Posso adiantar que o sol foi o menor complicador da aventura. Primeiro, não tínhamos o percurso demarcado em GPS (equipamento que marca o caminho já percorrido). Como ninguém nunca tinha feito essa demarcação por GPS antes, tivemos que nos orientar com um mapa impresso mesmo e parando e perguntado aos sitiantes. Só que tinha trechos que eram só mato, não aparecia ninguém para nos orientar. Quando encontrávamos os marcos históricos tínhamos a certeza de estar no caminho certo. Mas, nem mesmo isso evitou que entrássemos num caminho errado e perdêssemos um trecho da peregrinação na zona rural de Pirpirituba. Acabamos pegando a pista. Mas deu para contornar o desvio mais na frente.

A peregrinação começa no Memorial Frei Damião, em Guarabira. Fomos de carro até lá e começamos nossa jornada aproximadamente às 8 horas, aos pés da estátua gigante de Frei Damião. O ideal seria começarmos bem mais cedo, mas sempre aparecem os imprevistos. Foi pura trilha na maior parte do tempo. Começou logo que partimos, para descer a serra até Pirpirituba. São 250m de descida, por dentro da mata e por mangueirais. Algumas poucas, bem poucas, subidinhas.

Em Pirpirituba uma parada para reabastecer de água gelada e continuamos nossa jornada até encontrar a Capela de Fátima, que fica no alto de um morro com uma subida bem inclinada para chegar ao topo, o que fez muitos pedaleiros empurrar a magrela. Inclusive eu. Muito íngreme. Esse foi o trecho mais aberto em que pegamos mais sol. Mas, se imaginávamos que o resto do percurso ia ser melhor, nos enganamos, pois depois de pararmos na entrada da Cachoeira do Roncador, para uma chuveirada (não deu tempo de aproveitar as delícias da cachoeira) e reabastecer de água os reservatórios foi que vimos o maior desafio para qualquer ciclista. Subir a serra até o Sítio Angelim. Começou a pauleira. Gente, simplesmente não dava para pedalar. Trilhas estreitas, muito inclinadas, cheias de pedra e buraco e só subidas íngremes. Foram 220m de subida empurrando as bikes, e, muitas vezes, carregando nos ombros. Claro que nessa hora os cavalheiros me ajudaram a levar minha bike.

Quando finalmente chagamos no Sítio Angelim, demos uma parada para descansar na casa de Dona Rosa, que gentilmente nos orientou a chegar no Cruzeiro de Roma. Sabíamos que viriam mais subidas pela frente...Cruzeiro geralmente fica no alto, não é? Mas resolvemos encarar. A essa altura do campeonato alguns membros do grupo já começavam a apresentar cansaço, dores musculares, e o ritmo já não era mais o mesmo para acompanhar os demais que iam mais na frente. O objetivo agora era chegar ao Cruzeiro de Roma, onde o carro de apoio nos esperava. Lá decidiríamos os que seguiriam até o Santuário de Santa Fé (em Arara), onde o Pe Ibiapina foi enterrado, nossa meta de chegada.

Só que quando chegamos finalmente ao Cruzeiro de Roma, localizado no Distrito de Roma, em Bananeiras, já eram quase 16 horas. Ninguém tinha parado para almoçar e após fazermos um breve lanche o grupo resolveu retornar para Campina Grande, pois se fôssemos continuar iríamos chegar no Santuário à noite e ninguém tinha levado equipamento (lanternas e sinalizador de bikes) para pedalar no escuro, ainda mais por dentro do mato. Pedalamos 31,5 Km, ou seja, pouco mais da metade do previsto. O que nos fez repensar que talvez esse fosse um percurso a se fazer em dois dias de bicicleta. Normalmente, o peregrino faz em três dias a pé. Claro que um ciclista acostumado a participar de maratonas e muito bem preparado vai conseguir fazer em um dia, o que não é nosso caso. Somos um grupo de ciclistas amantes da natureza e do esporte.

Uma coisa é certa, iremos completar o percurso Via Roma, partindo do Cruzeiro de Roma, onde paramos, até o Santuário da Fé, em Arara. A intenção é a cada ano, na Semana Santa, fazer uma via dos percursos percorridos pelo Pe Ibiapina... de bicicleta.

Tomara que até lá, os órgãos governamentais resolvam investir no projeto, que os gedeões (moradores da região) treinados pelo Sebrae possam voltar a atuar para que os turistas peregrinos possam receber o Certificado da Flor do Cedro como lembrança da peregrinação. Quem quiser ver algumas fotos da aventura acessem o blog do Campa Bikers.:http://campabikers.wordpress.com/. Aproveito para agradecer a colaboração do Sebrae-Guarabira e de Leandro Paiva, bombeiro de Guarabira e guia da região, que nos enviou mapas e informações sobre os Passos de Pe Ibiapina.

Os caminhos percorridos pelo Pe Ibiapina em sua peregrinação pela Paraíba, de 1856 a 1883, são um convite ao peregrino e ao caminhante para conhecer sua obra humanitária e a diversidade ambiental, cultural e turística do Brejo paraibano. A princípio, os caminhos estariam abertos e monitorados oficialmente nos dias 15 a 19 de cada mês durante todo o ano, com a presença de promotores e gedeões, a postos para certificar a passagem e carimbar o Passaporte do Peregrino, que, após completar os passos da Via escolhida, receberia o Certificado da Flor do Cedro, em Santa Fé. O que nós constatamos é que o projeto de certificação está desativado. Uma pena...

Mas, em se tratando da aventura, valeu muitíssimo a pena. Vamos pedalar!!!

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Aventura à Cachoeira do Urubu





Não foi uma super pedalada, mas nossa aventura à Cachoeira do Urubu foi completa. Era domingo de carnaval (14). O dia amanhece ensolarado. Foram 50 km de pedalada em estradão pela Zona da Mata Canavieira do município Escada, distante 75 km de Recife-PE. O grupo de oito pessoas, saiu em dois carros e o reboque com as bikes, de Aldeia, Camaragibe-PE, por volta das 8 horas (já tarde), quando a previsão era sairmos de no máximo 7 horas. Deixamos os carros estacionados num posto de Escada e saímos então para começar a trilha, com o sol já começando a esquentar, por volta das 9h30. O percurso foi leve, com poucas subidas, terra batida, sob o canavial. Alguns trechos irrigados, outros mais na frente exalando fedentina do vinhoto da cana entrando em nossos pulmões que buscavam ar puro para oxigenar o corpo. Ainda bem que foi um trecho bem curto mesmo o da fedentina. É quase insuportável o mal cheiro. Vez por outra passávamos por algum trabalhador do canavial, com seus equipamentos eletrônicos de comunicação modernos em contato com a equipe. Quem sabe avisando da nossa passagem pela área.

Paramos numa usina desativada, conhecido Engenho do Barão, localizada numa pequena comunidade com escola e algumas casas. Foi onde paramos embaixo de frondosas árvores (castanholeiras) para se refrescar, matar a sede e fazer algumas imagens. Foi legal ver a Maria Fumaça (pequeno trem) encostada na beira da estrada e o maquinário que conta parte da história do empreendimento sob o relento. Incrível ver aqueles enormes caminhões carregados de cana atravessando uma ponte minúscula que mais parecia feita de papelão. Nosso pensamento era um só; Vai cair...Não caiu. Incrível mesmo.

Um pescador num riacho coberto de musgos e plantas aquáticas logo abaixo insistia em tentar pegar peixes? numa espécie de coador de café em tamanho gigante. Foi frustante não ver o que ele ou se ele conseguiu capturar alguma coisa. Mas, bem tínhamos que continuar nossa aventura. Não é que logo a frente encontramos um tremilhão carregado de cana virado na estrada de barro. Juro que pensei que era de propósito para facilitar a retirada da cana. Mas, gente, foi um acidente que poderia ter tido sérias consequências se tivesse esmagado algum dos trabalhadores. Aproveitamos, é claro, para registrar. Passamos pela Usina União. Essa em plena atividade e prosperidade.

Chegamos no distrito Primavera onde está localizada a cachoeira. Paramos no Zito Restaurante, por coincidência o nome do meu pai, para reabastecer de água. Seguimos até a cachoeira, mas qual não foi a nossa surpresa quando finalmente chegamos lá (depois de uma leve e quase invisível ladeira) soubemos que tínhamos que subir uma big ladeira para chegar na parte alta da cachoeira. Nessa hora o sol já estava a pino, mas nossa vontade de tomar banho na cachoeira foi maior. Água, eu quero água. Nosso corpo pedia para se refrescar urgente. Subimos a big ladeira. Tortuosa, longa, enfadonha...mas a maioria do grupo subiu sem descer da magrela. Eu não tive esse preparo. Subi no modo tartaruga, como bem batizou o blash Elmo.

Mas o banho de cachoeira, quando finalmente chegamos lá, foi tudo de bom. Quase não dava vontade de sair mais debaixo d'água. O local é simplesmente maravilhoso. Além de belo o lugar possui uma boa infra-estrutura para receber o turista. Vale a pena conhecer e usufruir as belezas da natureza local. Boa pedalada.

Texto: Helda Suene

Grupo de pedaleiros: (Blash Bikers)

ADILSON BARROS
ARTHUR RAFAEL
ELMO SILVANO
FERMANDO ROMA
HELDA SUENE
NATÉRCIO PEDROSA
RAUL ANTÔNIO
THIAGO PEDROSA

Click aqui e veja as fotos do passeio.
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Resenha da Pedalada Aldeia-Bessa

Fala Galera. Segue abaixo um texto feito por nosso Blash Biker representante de Aldeia, Elmo.


Texto muito legal relatando todo o passeio. Vamos a ele:


"Bikers: Adilson, Caio, Elmo, Eduardo, Fernando, Nathercio, Ramon, Reinaldo e Silvia.

Apoio: Eymard, Patrícia, Geniele

30/01/10 - 1º dia :

Eram 5 horas da manhã de sábado quando os primeiros raios de sol começavam a aparecer entre as árvores do condomínio Ricaflora (km 12) em Aldeia. Patrícia foi a primeira a se levantar da cama e começar os preparativos de um gostoso café, com direito a chá indiano com um pouco da erva que conseguimos nos EUA. Também foram servidas comidas típicas, como pamonha e cangica, além de um delicioso tender assado, esquecido de ser apreciado no último reivéillon na casa de Eymard. Os primeiros a chegarem foram Silvia e Eduardo, que logo deram início aos ajustes de suas bikers. Logo depois chegaram os Blashs: Fernando, Nathercio, Adilson, Ramon e Eymard, que pernoitaram na casa de Pedro a poucos quilômetros do Aconchego. Eymard deu o suporte no transporte de João Pessoa para Aldeia e fez as tomadas com sua nova câmara filmadora. Após o café e os devidos ajustes nas bikes, posamos para fotos e fizemos uma breve entrevista com o nosso camaraman. Partimos às 6:50 em direção ao portal do Ricaflora, saindo do Aconchego, pegamos a direita na estreita estrada de barro até o final do paredão do condomínio. Em seguida pegamos a bifurcação à esquerda na estrada do Chaparral em direção a estrada de Aldeia, na altura do km 13. Seguimos pelo asfalto até o km 16 onde viramos a direita (ponto de ônibus e macaibeira do Sta. Cruz) na estrada de barro que finda no Eng. Monjope próximo a BR 101. O estradão estava durinho e seco o que nos permitiu pedalar com maior rapidez. Todos puderam curtir uma breve travessia pela mata atlântica. A bike do Eduardo, logo no início desta travessia deu sinal de problemas na catraca. Mas o cara é muito forte e acelerou o seu pedal para parar um pouco mais adiante e tentar alguns consertos. Melhorou um pouco, mas ele continuou normalmente a sua pedalada. Chegamos a BR 101, na altura de Cruz de Rebouças e cruzamos para pegar a Estrada de Nova Cruz em direção ao Hotel Gavoa na praia de Mangue Seco. Esse trecho é totalmente asfaltado, com pouco movimento de carros, que nos permitiu chegarmos bem rápido a marina do hotel, onde estava nos esperando (após umas duas ligações) o nosso lancheiro Levi. Enquanto esperávamos Levi encostei a minha bike e ouvi um barulho de ar saindo do pneu, pronto...meu primeiro problema, pneu traseiro rasgado. Eduardo prontamente fez um remendo rápido, enquanto os primeiros 5 bikers atravessavam o canal Santa Cruz, em direção ao Forte Orange. Tivemos sorte nesta avaria, pois pedalamos em direção ao centro da Ilha de Itamaracá, que já estava em nossa trajetória, e trocamos de pneu em uma bicicletaria. Aproveitamos também para fazer o nosso primeiro abastecimento d’água em um mercadinho próximo da oficina. Durante a travessia da lancha todos ficaram maravilhados com a beleza da Coroa do Avião. Um fato curioso também é que aportamos na margem onde a TV Globo estava filmando uma travessia de nadadores entre o canal. A turma ficou toda animada, pois provavelmente foram todos filmados pela Globo. Seguimos em direção a barra de Jaguaribe onde fizemos uma travessia curta em um barquinho empurrado com uma vara pelo seu condutor. Pedalamos margeando a ilha até a entrada do pontal da Enseada dos Golfinhos, saindo do estradão e seguindo para a praia. Aqui Reinaldo se despede da gente, pois o plano dele era nos acompanhar até a sua residência de praia que ficava a alguns 300 metros de onde ele nos deixou. Daqui em diante seguimos pela beira bar até o pontal da Ilha, e começamos a chamar os barqueiros que passavam por perto da gente. Mas os desgraçados não paravam e começamos a ficar ligeiramente intranqüilos com àquela situação. Depois de um certo tempo aparece o Zelão, barqueiro local, e faz a nossa travessia pelo canal de Santa Cruz em direção a praia de Catuama. Pedalamos um pouco e paramos em um bar à beira mar, onde um camarada muito gentil veio nos servir. Era o “chocolate”. Tomamos banho de mangueira, e fizemos aquela deliciosa refeição regado a coca-cola gelada e algumas cervejinhas, porque ninguém é de ferro. Comemos peixe frito, pirão, arroz, fritas e salada de verduras. Doze paus para cada um no final da conta. Nosso segundo abastecimento de água e banho na bike com a mangueira do bar do “chocolate”. Partimos em busca da última balsa em Carne de Vaca. Chegamos por volta das 15:30 e esperamos um bocado. Aproveitamos para descansar, tomar água de côco e conversar com o pessoal local. Ficamos sabendo que o nome Carne de Vaca é atribuído ao atrapalho do pessoal local em chamar o nome de um navio espanhol que ficou encalhado em um local chamado Pedra de Galés no canal do Rio Goiana na divisa dos estados PB e PE. Isto foi nos idos de 1738, quando a região se chamava Freguesia de São Lourenço de Itapessoca (algo assim). O navio tinha o nome de Caravaca, porém o pessoal só chamava de carne de vaca pois era mais fácil. Aquele navio encalhado ali e a agonia dos tripulantes, sem poder seguir viagem, chamava a atenção de todos da vizinhança; até que um certo dia a maré subiu bastante e o navio conseguiu sair. Então, os tripulantes chegaram até a margem e começaram a pagar suas promessas pelo feito. E assim surgiu o nome do vilarejo. Bem, depois da travessia seguimos em frente, sempre o Eduardo puxando o grupo mais a frente. Pedalada tranqüila, em trecho de paralelepidos pela beira mar, chegamos na Pousada dos Mariscos em Pitimbú às 17:20. Todos sem demonstrar cansaço. A dona da pousada, Dona Ivanilda, de apelido “Boneca”, foi logo abrindo uma cervejinha bem geladinha a pedido de Nathercio e Edurardo. Logo depois se juntaram a nós, para comemorar o fim do primeiro dia, Laila, Daniel, Patrícia, Marcelo, Geniele e Thiago. Estes últimos tinham acabado de chegar disposto a levar Nathercio de volta. Mas depois de umas cervejinhas tudo ficou resolvido, eles iam pernoitar em Pitimbú e Nathercio continuava a aventura rumo a Bessa. À noite, depois de um banho bem tomado, fomos todos almoçar em um restaurante Chinês. Total do percurso = 79km.

31/01/10 – 2º dia:

Combinamos na noite anterior de acordarmos às 6:00 para tentarmos sair logo após o café, que depois de muita negociação com Boneca, conseguimos que fosse servido às 7:00. De todo jeito, só conseguimos partir às 8:05. Deixamos Caio e Ramon em Pitimbú, como foi a acertado, e rumamos para o centro da cidade em busca da Pb-008, nossa estrada guia até João Pessoa. Sabíamos que o segundo dia seria o mais difícil, não só porque já tínhamos pedalado no dia anterior 79 km, mas pela quantidade de subidas, ao todo foram 11, e o sol que neste dia castigou bastante. Nosso planejamento fez valer nesse momento, poupamos energia no dia anterior e dosamos bem nossos esforços nas subidas, conseguindo assim vencer subida a subida. O combóio estava distribuído, mais ou menos assim, Eduardo puxando na frente seguido de Silvia e Nathercio, no meio Fernando que vez por outra reduzia sua velocidade se igualando aos últimos, eu e Adilson. Eu estava com o joelho machucado de umas pedaladas que fizera algumas semanas atrás, também não queria exagerar no esforço para guardar energia para toda a pedalada. E assim nossa estratégia funcionou. Pedalamos um pouco acima das velocidades médias estipuladas no planejamento inicial (13km/h e 18km/h, no barro e no asfalto respectivamente), chegando mais cedo do que era previsto. Logo saindo de Pitimbú tínhamos planejado entrar em um trecho de barro seguindo pelas falésias em direção a barra de Açaí, que após travessia do rio subiríamos para a Pb 008 por um caminho da praia de João Pessoa. Queimamos essa trilha, por dois motivos: primeiro saímos mais tarde do que devia, e segundo, um fato novo tinha surgido, um churrasquinho que Eymard estava dando em homenagem a aprovação no vestibular da UFPB no curso de Direito de sua filha Mabel. Daí, meu amigo, falou em churrasco perto de Nathercio, fique certo de que ele vai trabalhar para chegar a tempo. De qualquer maneira, o comportamento dele foi exemplar, mesmo com o cheirinho da carne no seu nariz e as geladinhas esperando por ele. Ficou constantemente apoiando o grupo detrás e o da frente. Principalmente quando ele sofreu um susto um pouco antes de chegarmos na entrada de Tambaba. O fato é que devido as subidas e o asfalto ser rápido, o grupo se separou um pouco, ficando eu, Adilson e Fernando mais atrás. Também tive que parar e entrar em um trecho de barro para verificar uma entrada, que não passou de um erro de navegação meu. Percebido a tempo voltei para o asfalto. Mas o grupo da frente já estava bem adiantado e nem percebeu este ocorrido. De repente chega Nathercio, que estava pedalando sozinho no meio desses dois grupos, todo esbaforido dizendo que quase tinha sido vítima de um assalto. Um motoqueiro tinha seguido ele deixando-o bastante apavorado. Depois do ocorrido, decidimos que ninguém ficasse sozinho, ou seja, no mínimo dois por grupo. Todos mostraram um verdadeiro espírito esportivo e de companheirismo. Sempre, depois das infernais subidas, o grupo da frente esperava os demais terminar a sua subida. Depois descansávamos um pouco para logo em seguida colocar o pé no pedal e seguir viagem. Pegamos a bifurcação que dá entrada para a praia de Coqueirinho, sendo o único trecho de barro que faríamos no trajeto de Pitimbú-Bessa. Pretendíamos fazer um trecho que cruzava a barra de Gramame, mas Marcelo nos alertou que o rio era um pouco profundo e poderíamos enfrentar problemas na travessia com as bikes. Então achamos melhor abortar esse trecho. No trecho pela praia de Coquerinho passamos pela fonte d’água, um olho que brota dentro da mata, seguindo pelas praias de Tabatinga e Carapibús. No final desta tem um single track, perto das pedras, que leva a uma estrada de barro em direção a Pb 0083. Foi aqui que tomei um bom tombo da bike, quando uma ramificação laçou meu guidão, e eu fui literalmente ejetado para frente. Nada demais, pois estávamos pedalando bem lentos. Paramos na bifurcação desta Pb em um posto de gasolina e fizemos nosso último abastecimento d’água, que desta vez colocamos gelo em nossas mochilas d’água. Deste ponto em diante estávamos todos juntos, pedalando em direção a Estação Ciência. Na beira mar, pela praia de Cabo Branco, Fernando olha para trás e ver que eu e Adilson estávamos bem colados a ele e ficou muito feliz em saber que todos estávamos com energia suficiente para chegarmos bem em um só ritmo (velocidade média de 25km/h). Viramos o portão do condomínio de Eymard, e lá estavam todos nos esperando para aquele churrasco a beira da piscina. Foram percorridos 69km neste dia. A aventura foi muito boa. E tudo deu certo. Agora é preparar a próxima cicloaventura.

Participaram desta aventura representantes de vários grupos de bikers: Blash Bikers, Comdores e Pé no pedal.

OBS.: O modo “tartaruga” não foi acionado nenhuma vez. Fotos e vídeos nos links: http://picasaweb.google.com.br/adilson.computacao/AldeiaBessaAdilson#

http://picasaweb.google.com.br/adilson.computacao/AldeiaBessaNathercio#

http://www.youtube.com/results?search_query=BLASH+BIKERS+-+Cicloviagem+Aldeia-Bessa&search_type=&aq=f

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2026573

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2026617

Abraços,

Elmo."

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